
Agradeço a presença de todos que compareceram ao "evento" no dia 12.12.2009.
Vínhamos de Belo Horizonte e na madrugada bem fria o ônibus fez a parada de 15 minutos
Fomos para Belo Horizonte no último sábado. Ao parar em Curvelo para um café,um pardal bem abusado pousou em cima da mesa ,bem á minha frente.Tirei um pedaço do pão de queijo que eu segurava e dei para ele.Por ser um pedaço grande precisou de duas tentativas para que o pardal conseguisse levantar vôo.Não demorou muito o pardal voltou.Pousou diante do meu marido e o fitou com um olhar confiante.Recebeu o pedaço da esfihra e voou alegremente.
Rimos bastante do atrevimento do pardal.Com tanta gente nas mesas o pardal escolheu a nossa, não por acaso.Foi tão reconfortante quanto.
Elos & aros
Perdi minha aliança de casamento há quatro anos. Um incidente que eu diria triste, embora remediável. Poderia fazer outra, uma substituta que perderia a originalidade das marcas e lembranças de uma fase importante de minha vida.
O tempo de namoro foi o que eu havia sonhado e se transformou em realidade.
Era o princípio dos anos 70: Beatles, bailes, cinema, moto e muita “gamação”.
Da sacada da sala de aula do meu colégio, atendi ao sinal do meu namorado que descia a Rua da Glória com a moto desligada. Fugi do colégio, como fizera de outras vezes, para encontrar-me com ele. Naquela manhã, ele me levou à loja de um joalheiro na Av. Francisco Sá.
Muito tímida, experimentei vários tipos de aros, que pareciam de lata. Escolhemos um como modelo de nossa aliança. Lembro-me que pedi a gravação do primeiro nome em vez das iniciais como era o costume.
É uma sensação gostosa a lembrança daquela manhã. Ressurge aquela adolescente apaixonada e correspondida que vivia intensamente aquele momento, desligada do resto do mundo. Não me lembro de ter lembrado de contar para alguém o ocorrido.
Éramos os personagens principais do ritual do noivado, o primeiro acontecimento de duas famílias grandes e conservadoras, ainda que dispensássemos tais formalidades. Valeu.
Assim como no casamento compartilhamos e brindamos. Uma concessão aos amigos e parentes de participarem de nossa felicidade. Nossa vontade mesmo era de estarmos a sós, mas todo o tempo ainda era pouco.
E assim tem sido. Fizemos questão de aproveitar as oportunidades que ficamos a sós e nos proporcionamos os momentos de jogar conversa fora, afora o tempo das três “crianças”, família e compromissos.
A aproximação do dia 04 de maio de 1999, quando comemoraremos os 25 anos de casamento, tem feito me lembrar da aliança original, desejando-a muito. Perguntei ao Mário, um bombeiro conhecido, se o anel que havia caído no vaso sanitário do meu banheiro, há quase cinco anos, teria sido despejado no rio Grande, que é para aonde vai todo o esgoto da cidade. E ele foi profético: “Sua aliança continua no fundo do vaso. Só o que tem a fazer é meter a mão dentro do vaso e retirá-la”.
Incrédula, pelo sim e pelo não, fiz o que ele havia dito.
A emoção que senti ao perceber a aliança com o toque da ponta do meu dedo foi igual ou maior, não sei, que a emoção daquela manhã no joalheiro.
Com certeza, na comemoração das Bodas de Prata, todas as recordações, fatos e marcas serão tão originais como tem sido a nossa vida.
Diamantina, 25 de janeiro de 1999.
Observação: não houve comemoração.