Em Belo Horizonte entrei no ônibus para mais 05 horas de viagem até Diamantina.Pela animação dos passageiros ,gente simples e alegres ,percebi que saíram do trabalho direto para uma festa no interior no final de semana. A minha frente um moça nova carregava um filho da mesma idade daquela menina do avião.Ele com sua bochechinhas rosadas,não parava quieto.Passava do colo de um tio para o outro.Os dois rapazes se revezavam nas brincadeiras com a criança.Faziam bilú-bilú.Faziam planos para quando chegassem na casa dos avós.Por alguns momentos a criança ficou enjoada,choramingou.Ofereci aqueles biscoitos e água.Agradeceram dizendo que o "neném" não estava acostumado.Deram-lhe a chupeta,beijavam e um tio lhe dizia que gostava muito dele.A mãe sempre atenta.
Não pude deixar de ouvir quando um dos rapazes,pouco mais que adolescente, ligou para o seu pai pedindo se possível esperá-los com um macarrão e sardinha.A mãe estava ainda no trabalho.
O resto da viagem,com a criança dormindo ,os treis faziam planos para a festa do final de semana.Antes combinaram como levariam lá do ponto de ônibus na beira da estrada até a sua casa a bagagem enorme e pesada.
Não pude deixar de notar quando desceram do ônibus.Tiraram o carrinho do bebê onde colocaram um dos pacotes da cesta básica.A moça carregava as sacolas e os outros além da mochila puseram na cabeça um pacote de cesta básica cada um.
Seguiram noite a dentro pela estrada afora.